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Out 09

2.1 As Bibliotecas: constituição do acervo no Estado Novo

 

     Existindo a inspiração fundamental do salazarismo no ideal corporativista, não nos surpreende que uma parte importante das bibliotecas se destinassem a evidenciar os seus méritos e a divulgar à população o quadro legal da disciplina corporativa e evidenciar as vantagens práticas do Estado Novo e o valor da sua acção. A literatura sobre as vantagens das doutrinas económicas, sociais e políticas também fazem parte do acervo. Naturalmente, a antologia de excertos de discursos de Salazar, apresentada por Veiga de Macedo, era quase obrigatório existir numa biblioteca deste período. A «moralização» por que se deveriam pautar os vários aspectos da vida operária, com exaltação das virtudes de obediência, austeridade, felicidade na pobreza e castidade pré-matrimonial, bem como uma certa moral católica, fazia parte de uma literatura indispensável. Também se encontra autores estrangeiros, os quais passaram a apresentar o nosso país como um exemplo de estabilidade e de clarividência ideológica, literatura, essa, que ia construindo miticamente a figura de Salazar, «desinteressado estadista». Não de menor valor, eram os livros de valorização do ruralismo, traduzido na exaltação do viver das comunidades aldeãs. O mito dos valores históricos portugueses e a expansão ultramarina como uma façanha heróica e transcendente, surgindo como “a pedra de toque” das bibliotecas do Estado Novo.
     No lado oposto, a luta pela liberdade e o liberalismo é passado em claro, bem como a República que é apenas objecto de controversa. Por outras palavras: as bibliotecas caracterizam-se mais facilmente, no plano ideológico, pelas obras e autores que omitiam do que pelos que acolhiam.
 
António Fernandes Gonçalves - Licenciado em Ciências Sociais/História, aluno do Mestrado em Cultura e Poderes da Universidade do Minho
publicado por Casa do Povo de Vizela às 17:04

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